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E o Oscar vai para... Alma!

March 4, 2018

 

A vida da gente é repleta de surpresas… Umas deliciosas, outras assustadoras.

 

Mas uma coisa é certa, quando nos surpreendemos com algo, é porque ainda não tínhamos tomado consciência de uma verdade que precisávamos de alguma forma ver.

 

Uma vez, ouvi Steven Spielberg falando, que quando encontramos o propósito da nossa vida ele não nos grita aos ouvidos, ele sussurra... ele faz cócegas dentro de nós. É algo difícil de identificar a princípio, mas que vale a pena estar atento.

 

Eu senti isso, há quase dois anos. Era realmente como disse Spielberg, um tipo de cócegas dentro de mim, quase uma euforia inexplicável, o que senti naquele momento.

 

 

Agora, se você sentir essas cócegas e quiser realmente dar ouvidos a esse sussurro, Prepare-se!

 

Pela minha vivência, nem sempre, é uma experiência leve prestar atenção ao que a alma te sussurra. Ouvir nossa alma poderá trazer desafios doloridos, intensos, que quase levam a nocaute. Mas quando você está preparado para entrar nessa luta, no momento que você mais precisar, sua alma te socorrerá, e você será capaz de se reerguer, ao recuperar a consciência de quem você é.

 

E nesse momento, você perceberá que não é mais um sussurro. Quando você começa a fazer amizade com sua alma, ela tem o cuidado de falar ao seu ouvido. Porque ela sabe que nos momentos difíceis, a nossa luta maior não será para decifrar um sussurro, nossa luta maior será para nos manter de pé.

 

E esse sentimento que nos leva a descoberta de uma força que nós jamais sequer imaginávamos que tínhamos, só teremos se nos colocarmos à prova.

 

E quando eu falo: “Prepare-se!” eu quero dizer “Prepare-se mesmo!” Porque a alma começa sussurrando, e se você ouve esse sussurro, ele tende a ficar mais forte, até o ponto em que se você não lhe der atenção, é capaz de ela gritar dentro de você. Porque nossa alma sabe o que nós precisamos. Às vezes a nossa mente não sabe, mas nossa alma sabe!

 

É exatamente igual à Alma do filme Trama Fantasma, ela se apresenta doce, tímida, e com o tempo ela sabendo do que precisamos, começa a ficar barulhenta, porque a alma faz barulho, a alma incomoda, a alma questiona nossas rotinas e o nosso racional, com o único objetivo de chamar a nossa atenção, e nos reconectar com quem realmente somos.

 

E assim como no filme, quando algo fere nossos valores, nossa alma, num impulso cheio de uma energia que nem sabíamos que tínhamos, toma a frente e faz o que precisa ser feito para nos proteger.

 

E é nesse momento que nos apaixonamos por ela! Porque ela sabe o que precisamos, e não tem medo de fazer o que precisa ser feito. E se nos harmonizamos com nossa alma, tudo fica bem… Se insistimos em não considerar o que ela está nos solicitando, ela é capaz até de nos adoecer, nos deixando vulneráveis para entrarmos em contato com quem a gente realmente é.

 

Por isso que tantas pessoas mudam após um acidente ou uma doença grave que as faz ver a vida com os olhos da alma...

 

O fato é que quando entramos em contato com a nossa verdade, precisamos estar preparados para enfrentar muitos desafios que nos colocarão à prova.

 

Não é rápido que chegamos num céu de brigadeiro.

Precisamos enfrentar muitas turbulências, que vêm para nos desafiar e que muitas vezes, parecem que vão nos derrubar, de tão fortes que são. Mas se você decidiu realmente assumir o controle desse voo, que é seu, de alguma forma, você terá a força e a determinação para encarar uma a uma as turbulências que virão.

Pois quando decidimos assumir o controle da nossa vida, não nos sentimos mais à vontade para confiar no piloto automático.

 

E eu digo de carteirinha, por mais difícil que seja, por mais que doa, e muitas vezes dói mesmo, vale a pena assumir o controle, quando o destino envolve a sua Vida.

A nossa maior responsabilidade aqui nesse mundo é a Vida que recebemos de presente.

 

Ninguém poderá me fazer feliz. Assim como eu, não poderei fazer ninguém feliz também.

A felicidade do outro depende das escolhas que ele faz, para assumir ou não a liderança de sua vida.

Agora, uma coisa é verdade, quando dois líderes se encontram e decidem dividir o comando dessa nave, a viagem fica muito mais gostosa e divertida.

 

Como bem disse Martin Seligman o maior poder que nós temos nessa vida é a nossa capacidade de amar e sermos amados. Por isso que as pessoas casadas são estatisticamente mais felizes.

Isso acontece, porque num casamento em que duas pessoas decidem compartilhar suas vidas, elas terão a oportunidade de viver vários tipos de amor: o amor no qual serão cuidadas, o amor no qual terão a oportunidade de cuidar de alguém e o amor de conexão, de pele, de corpo, de mente e de alma.

 

Quem já encontrou esse amor, sabe do que estou falando. As vezes, as pessoas o encontram e fogem assustadas, talvez por aquela surpresa que eu falei lá no início, porque não estavam preparadas para encontrar a sua verdade, ou porque encontrar com essa verdade envolve outras decisões e mudanças importantes.

Em todos os casos, o melhor a fazer é ouvir a nossa alma e tomar a decisão em harmonia com a nossa verdade.

 

Muitas vezes não nos sentimos capazes por algum motivo de sair do piloto automático da nossa existência. Porque isso significa assumir um controle que é nosso e que por alguma razão deixamos de assumir. E aí passamos a vida imaginando que fim esse filme poderia ter.

E aqui entre nós, um filme morno, sem emoções não tem muita graça, não é mesmo?

 

Assim como um bom filme é aquele que nos faz chorar, nos faz rir, nos assusta, nos deixa no suspense por um tempo, ou nos dá aquele incômodo que nos leva a nos remexer na cadeira do cinema, a nossa vida também vai se tornando uma bela história à medida que nos permitimos viver com coragem para enfrentar os desafios necessários e chegar à Vida que desejamos.

 

 

O importante é quando chegar a hora dos créditos finais, ter a convicção de que o que estava ao meu alcance eu fiz para ser a protagonista da minha existência. E que estive presente, escrevendo cada capítulo da minha história. No momento dos créditos finais saber que não deleguei o roteiro, e que assumi a direção da minha vida, é o que me dará a paz para ver as luzes se apagando, ou se acendendo... com a sensação de missão cumprida...

 

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